E quando a gravidez não é um estado de magia e de graça?

by - março 28, 2019


Ontem tornei público este meu projecto pessoal. Para ser sincera andava a adiar só para de alguma forma não reviver tudo de novo. Afinal de contas ainda só passaram 8 meses...Passei o dia a pensar que me estava a esquecer de algo (como se isso não acontecesse todos os dias, já que aqui os gémeos levaram a minha massa cerebral). Mas era uma sensação diferente. Sabia que algo se tinha passado dia 27 de março. Até que fui remexer nas memórias que tenho escritas. Foi então que percebi: 27 de março de 2018, data da amniocentese.

Este
é um tema que abordarei mais à frente pois foi uma fase que marcou o nosso pequeno grande caminho. Comecemos pelo início.
26 de dezembro de 2017. Acordei esquisita. O dia de Natal tinha sido passado de forma estranha. Muito sono,
pouca fome... O meu sogro apelidou este meu estado de: “pézinhos” que eu desvalorizei de imediato. A minha mãe e a minha irmã confidenciavam uma à outra: “ela está grávida”. Lembro-me de tomar brufen religiosamente de 8h em 8h com as dores que tinha. Foi então que decidi fazer o teste de gravidez pela manhã. Levantei-me e enfiei-me na casa de banho. Tentei ir fazer coisas em casa para me distrair, enquanto olhava para o Rui tranquilo deitado ainda ensonado. Não resisti e passado poucos minutos fui ver se aparecia algo no teste. Ok... 2 riscas. É a parte que nos lembramos de filmes e séries para tentar perceber o resultado. “Estou grávida”!; “Rui estou grávida”, ao qual ele respondeu: “olha, pois estás e já estás de 4 semanas pelo que estou aqui a ler”(a mania dos homens lerem sempre tudo o que é "instruções"). Fui logo telefonar, e as reacções... Bem as reacções guardo para vos contar depois.

Como estava cheia de dores fomos ao hospital. Um dia depois do Natal as coisas funcionam lentamente nos hospitais. Confirmaram a minha gravidez, fizemos ecografia e apenas se via o saco gestacional. Segundo o médico, o beta hCG estava muito alto e já deveria ter embrião. Naquele momento recorri a vários amigos enfermeiros, em que um me dizia que era sinal de gravidez gemelar. Não liguei... O médico voltou a dizer que provavelmente seria uma gravidez não evolutiva de forma fria e rude. 

Chorei, chorei... Era desejada, era planeada, não entendia como é que aquilo poderia estar a acontecer. Pesquisei muito, escrevi em fóruns de mães. Era um sentimento tão triste que não poderia ficar assim. Foi quando procurei ajuda de uma médica obstetra na CUF Belém. O que aconteceu depois vocês podem imaginar. Fica para o próximo capítulo! 

Quantas mamãs por aí que já passaram por esta notícia, que posteriormente não se confirmou

P.S. Desculpem a qualidade da fotografia mas na altura foi o possível!  



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